Isso é uma crítica construtiva…

Já fiz isso, e quanto tempo perdi…

Provavelmente, isso não ocorreu apenas comigo, mas quantas vezes ouvimos críticas julgadas construtivas, como forma sutil de dizer o que precisamos mudar? Certamente, existe um grupo, mestre em dar críticas construtivas, mas sem ter construído algo, na área discutida. Isso já aconteceu com você?

Vamos em frente. Gostaríamos, realmente, de saber o que você pensa. Esse pequeno texto não tem nenhuma pretensão de discutir o que seria certo, ou errado. Talvez, façamos, aqui, uma pequena reflexão sobre críticas construtivas. Policiamo-nos, hoje, para não mais fazê-las, além de vê-las existir, inclusive conosco. Isso nada está relacionado em não querer ver os pontos necessários, talvez apenas existam formas mais eficientes.

Geralmente, a crítica construtiva carrega um peso em dizer o que deveria ter sido realizado, ou qual a expectativa de quem fala , referente à situação ideal. Isso ainda é forte, a tal ponto que, neste momento, você, provavelmente, tem a lembrança de alguém dirigindo-lhe críticas construtivas.

Pelo menos, em minha memória, passa um filme com várias cenas disso. Críticas construtivas observadas como incríveis pontos de melhoria, ou a lembrança de inúmeras vezes que “generosamente” discursávamos comentários, na ilusão de impactos positivos a ser gerados.

De forma prática, a nosso ver, os resultados foram sempre inferiores ao desejado (tanto nas vezes que recebemos, como quando fizemos esse modelo).

Alguns pontos que, talvez, explicam isso, são brevemente listados abaixo. A importância dessa discussão está em entender, ou começar a refletir sobre mudanças comportamentais, enraizadas em nosso processo de resolução de problemas. Ao ver, neste foco, a opinião abaixo aplica-se em mais locais do que as críticas construtivas.

Como se inicia uma crítica construtiva?

Não nos referimos a como devemos começar a conversa. Queremos, sim, dar uma olhada com maior foco: a crítica começa no vazio, entre o resultado esperado e o alcançado.

Quantas discussões inúteis, sem ao menos um combinado coerente?

Observemos que os combinados só deveriam ser considerados coerentes, quando, olhando o passado (fatos), realizamos o necessário no presente (ações), e criamos expectativas realizáveis (planejamento).

Hoje, entendemos que não são sensatos prazos definidos, com base no que queremos. Afinal, quantas vezes impomos prazos e resultados, construídos, apenas, em nossas expectativas? Esse é um dos motivos que geram fracassos e decepções entre nossa expectativa e a realidade.

Já pensou como isso reflete com nossas equipes? E como nossos clientes, com nossas relações e até mesmo em família? Tão importante quanto entrar em ação é construirmos combinados reais.

Dizer o que deveria ter sido feito não funciona…

Muitas vezes, quando relembramos as críticas construtivas, pensamos em dois blocos. O primeiro, carregado de julgamento do que deveria ter sido feito. Quantas situações são, simplesmente, despejadas na cobrança do que não fez, e, com isso, matamos todo o esforço realizado. Fica explícito que, muitas vezes, a única construção existente é a desmotivação do time, e a procura de um culpado oculto.

O segundo bloco concentra-se muito no problema, ao invés da solução. E, com isso, ficamos discutindo, simplesmente, o que ocorreu, sem pensar como podemos resolver, daqui para frente. Esse é um grupo, facilmente disfarçado com jargões de entender onde erramos para não repetir.

Sim, entender o ponto principal da falha é importante. Você se reconhece neste grupo, quando a fala é tomada de lamúrias sobre como isso ou aquilo aconteceu, como se, por um lapso, esqueceu-se de ações simples evitáveis. Precisamos lembrança que falhas só ocorrem, por aqueles que algo fizeram.

A mudança cobrada não corresponde à responsabilidade.

Por vezes, ao falarmos o que deveria ser feito não há impacto significativo, pois expressamos o que funcionaria para nós. Por todos sermos diferentes, por possuirmos habilidades e perfis distintos precisamos substituir “você deveria fazer” por “como podemos fazer?”.

Sempre discutimos a importância de cocriarmos, e, nos momentos cruciais, deixamos de lado.

Imagine como seria a produtividade, a motivação e o engajamento se, simplesmente, ao não alcançar o resultado desejado, se a falha ocorrer (independente do motivo), o foco for em “o que podemos fazer para o resultado ser diferente?”.

Mesmo sendo o óbvio, dono de grande simplicidade, não podemos iludir–nos   pensando ser fácil. Queria convidá-lo, na próxima cobrança, em sua próxima revisão do que ocorreu,  para substituir a tentação da crítica por: “Como podemos ajudá-lo a alcançar o resultado X?”

Mas, isso foi apenas uma opinião. E você? Como enxerga e lida com críticas construtivas?

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