Foco é dizer não…

Chegar ao fim do dia sem ter realizado o que realmente importa é muito mais comum do que se imagina. Quando olhamos para o que fizemos, vemos sempre o quanto realizamos e nos dedicamos às ótimas ideias que surgiram, mas nem sempre tivemos o resultado desejado.

Foco é saber dizer não a incontáveis ótimas ideias que surgem no caminho, mas como então balancear a ponto de estar aberto ao novo e, ao mesmo tempo não perder a direção de onde se deseja ir?

Essa é uma dúvida que certamente perturba muitos que levam a sério seus objetivos. De um lado sempre haverá a voz te dizendo: “Não se distraia com isso e retorne ao que é importante”, e de outro lado você ouvirá: “Essa ideia pode dar certo, vamos tentar”. E então, o que deveríamos ouvir?

Ao olharmos a história podemos conectar os pontos e entendermos que o resultado que nos trouxe até aqui é a soma do que fizemos. Essa foi a primeira história de “Connecting the Dots – Stanford Commencement Address 2005” contada por Steve Jobs.

Conectar os pontos olhando o passado de uma grande história é entender que priorizamos o que realmente importa, mesmo sem saber. Assim seria muito mais fácil e romântico dizer que devemos simplesmente seguir os nossos sonhos e desejos, pois um dia tudo fará sentido. Sabemos que isso não é simples, e muitas vezes não conseguimos nos desapegar a esse ponto.

Novamente vem à mente, se foco é dizer não, como garantir que o não será dito apenas a coisas com pouca importância ou aos encantadores desvios de atenção disfarçados de ideias. Será que seguir apenas o que acreditamos serem atividades de acordo com nossos valores seria adequado? Infelizmente não encontraremos uma resposta que serve a todos, mas podemos pensar quais são as “dicas” para desconfiarmos se estamos na direção em que devemos dizer sim.

Todos nós temos um sonho, todos nós temos um objetivo. Pode ser de curto, médio ou mesmo longo prazo, pode ser pequeno ou imenso, mas todos temos um objetivo. Infelizmente nem sempre temos a clareza necessária para identificá-lo. Parte disso ocorre, pois, acreditamos que um sonho deve ser grande e imutável, mas provavaelmente isso é a primeira coisa que tira nosso foco. Por não identificar o propósito, tão adorável e amplamente discursado por muitos, deixamos, dia a dia, de fazer o que realmente importa. Saber o seu propósito seria algo sensacional: imagine se soubesse exatamente a sua missão nessa vida? Fácil né, bastaria seguir unicamente o que está intimamente ligado a ela. Por outro lado, talvez isso tornaria as coisas previsíveis a ponto de não serem estimulantes.

Como fazer então? E não coloque isso como receita certeira de sucesso, apenas considere como a forma realizada hoje, e talvez, quando ler este texto, já tenha mudado. Eu coloco no papel, como e onde quero estar daqui a dois anos e planejo diversas atividades que podem contribuir nos próximos 730 dias. Planejo a ponto de ter a liberdade de mudar quando sinto que é necessário. Uma vez planejado, coloco em ação e começo a entender se existe valor realmente no que planejamos e onde queremos chegar.

Por mais que se planejem e se estudem cenários, apenas a prática e os retornos devolvidos pelo nosso dia a dia serão capazes de nos mostrar o quão aderente a ideia está com nosso objetivo.

Ao colocar em ação, você perceberá quando seu olho deixará de brilhar e aquela vontade inabalável será diminuída. Enquanto muitos se abatem, pois, tentaram “de tudo” e não deu certo, simplesmente tenho a convicção de que é a grande hora de pôr foco novamente.

Ao construir uma linha mestra de onde está para onde quer ir, você perceberá todas as atividades que possuem aderência perfeita a seu plano, e outras tantas que não têm motivo para continuar a realizar. Fica mais fácil dizer não às inúmeras boas ideias que surgirem, e que simplesmente por não estarem intimamente ligadas ao seu caminho não são mais seu foco.

Dizer não é extremamente libertador para que possamos realmente priorizar o que importa. Essa semana planejei, redesenhei e percebi alguns nãos que deixei de dizer. Os que estavam descolados do meu caminho, mas são importantes na trajetória de outra pessoa, e com isso aprendemos a delegar e não “delargar”, afinal, o sucesso do meu não só existe se for a plenitude do sim de alguém. Depois de uma semana de reflexões e desenhos, tenho dividido os meus nãos e fortalecidos os meus sins para novamente ajustar o foco.

E você, já reconheceu quais nãos precisa dizer ainda esse ano? Já planejou como transformar o seu não em um sim de outra pessoa, e com isso criar continuidade? Te encorajo ao menos a pensar, e perceberá que é simples, mas não se iluda achando que é fácil.


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